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“Bilhões e Lágrimas”

Li rápido e com prazer, o livro “Bilhões e Lágrimas – A Economia Brasileira e Seus Atores”. Recomendo. Nele cheguei por indicação e presente de um grande amigo, Pedro Antônio da Silva. A obra é a composição de um conjunto de artigos publicados pela autora, Consuelo Dieguez, na revista Piauí, no período de novembro de 2006 a julho de 2013. 

Consuelo mostra, com ricos exemplos, que vão das relações do banqueiro Luiz César Fernandes com os sócios dele no Pactual, até a “Disputa que matou a Varig”, passando, no caminho, por “Todos contra Daniel Dantas” e pelo “Dono da Inflação’, numa referência ao Banco Central do Brasil. 

O motivo de minha atração pelo livro está na Introdução: “Sem chamar a atenção, sem valer-se de discursos ideológicos, o governo Lula começara a mudar o projeto de desestatização desenhado ainda no governo Itamar Franco. Foi a partir do perfil do Sérgio Rosa (naquele tempo presidente da Previ) que nos demos conta do surgimento de um novo capitalismo, que classificamos de capitalismo de Estado”. 

Mas, sobre isso, Consuelo tomou o cuidado de explicar: “(…) pode parecer que tínhamos, desde o início, nos planejado contar a história do capitalismo brasileiro a partir do governo Lula, dado o encadeamento de todas as reportagens que vínhamos fazendo. No entanto, não houve nenhuma estratégia nesse sentido. Foi só olhando para trás que tomamos consciência de que havíamos revelado como se dera o expressivo aumento da participação do Estado na economia”. 

Cá entre nós, o alerta me entusiasmou e recebi bem mais do que fui buscar. Consuelo conta os fatos e, enquanto relata, deixa-nos perceber a causa da resistência feroz dos agentes políticos do Estado contra a redução do tamanho dele: o uso de seus instrumentos de força para um projeto de poder pelo poder, exclusivamente.

O primeiro passo firme nesta direção está com Sérgio Rosa, o poderoso ex- presidente da PREVI. Conta Consuelo: “Um ex-dirigente do PT me contou que Gushiken (ex-ministro de Lula), levou a questão  dos fundos das estatais à direção do partido. “Lula e José Dirceu foram alertados de que os fundos de pensão eram o business”, disse o militante. “Os fundos entraram no projeto de poder que a Articulação (grupo do PT) desenhou em 1992, quando percebeu que a batalha pelo poder, dentro e fora do partido, não poderia ser ganha apenas ideologicamente. Que partido não gostaria de ter acesso a esse caixa milionário?”. 

O passo a passo da fusão da Sadia com a Perdigão é imperdível para quem queira entender o potencial demolidor que tem o movimento dos agentes do Estado na direção das empresas privadas. No primeiro momento, eles fazem o gesto cordial e usam a imagem de querer ajudar para, na verdade, depois, abocanharem os investimentos que o setor privado, por si mesmo fez. “O plano era criar a maior empresa de alimentos da América Latina”, diz Consuelo. E fazer isso tendo-a como um bem estatal,  digo eu a partir do que li e pesquisei sobre a história toda. 

A melhor parte Consuelo deixou para o final: “A disputa que matou a Varig”. O livro todo vale pela leitura do último capítulo. O caso VARIG é um exemplo de alta estupidez patrocinada pelo corporativismo. O que destruiu a VARIG e todas as chances dela de recuperação? O ganancioso fundo de pensão dos funcionários, um “INSS” compacto, onde estavam representadas todas as mazelas que eu, pessoalmente, vi presentes na autarquia federal. 

Busco em Marco Maciel, político que me converteu ao liberalismo, o melhor significado para o corporativismo: “autoritarismo de uma pequena elite, uma minoria tirânica”. Falou-se bastante durante a semana sobre o caráter liberal do Presidente da República, uns para dizerem que ele não tem e outros para afirmar que jamais terá. Esquecem-se todos, no entanto,  que Jair Bolsonaro é um pragmático, e tem feeling de poder. As chances dele de ser reeleito é que dirão que cartilha ele lê. 

Portanto, o poder de fazer ou não fazer está com a opinião pública. Quem poderá convencê-la? Só quem tiver a disposição de levar-lhe a mensagem, coisa fácil, porque para provar que o Estado Brasileiro não funciona, pouco ou nenhum esforço se precisa fazer. 

Não quero encerrar sem trazer a razão do título do livro, que tomei emprestado para o artigo de hoje, “Bilhões e Lágrimas”. Consuelo explica, no final da introdução à obra: 

“Em 2008, fui encarregada de fazer o perfil Luis Stuhlberger, um dos mais bem-sucedidos administradores financeiros de sua geração. Quando cruzei a porta do Credit Suisse Hedding Griffo, a administradora de recursos da qual ele é sócio, imaginei encontrar um impávido financista. Stuhlberger é o oposto. Tímido, atrapalhado e, como ele mesmo define, medroso. Estar no topo lhe custou muito – e ainda lhe custa. Seus medos e angústias profissionais nunca o abandonaram. Os bilhões que administra não o privaram de lágrimas. Um barril de risadas e um vale de lágrimas, do cartunista e humorista americano Jules Feiffer, era um dos livros que mantinha por perto quando o entrevistei, talvez um alerta permanente para os solavancos emocionais a que todos estamos sujeitos”. 

Quem tiver a oportunidade, leia o livro. A leitura é agradável e preocupante. 

*Artigo publicado no Boletim da Liberdade.

Por Jackson Vasconcelos

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Podcast: “O Jogo dos Cartolas”, com Felipe Ximenes (Parte 2)

Confira a 2ª parte do papo entre Jackson Vasconcelos, autor do livro “Jogo dos Cartolas”, e Felipe Ximenes. Agora é hora de falar de futebol. Então, tempo de ouvir quem entende muito do assunto.

Confira a segunda parte do podcast “O Jogo dos Cartolas: Futebol e Gestão”:

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“Não cantar vitória antes do tempo. Ser discreto!”

Vê-se que os novos políticos estão deslumbrados, mas todo cuidado é pouco, porque os mandatos só começaram. Tem muita estrada a percorrer. É preciso negociar melhor com a vaidade e com o tempo.

Dias antes do Carnaval, descobri e li com atenção, anotando e marcando as frases e lições relevantes, a carta do diplomata François de Callières ao Rei Luís XIV, o “Rei Sol”.  

Secretário de Gabinete do Rei, François Callières fez para Sua Majestade, um tratado sobre a arte mais antiga da terra, a arte de negociar.

“A obra que tenho a honra de apresentar a Vossa Alteza Real tem por objetivo dar uma ideia das qualidades e dos conhecimentos necessários para formar bons negociadores, indicar os caminhos que devem seguir, as dificuldades que devem evitar e estimular aqueles que se destinam às embaixadas a se tornarem capazes de preencher dignamente empregos tão importantes, e também tão difíceis, antes de se comprometerem”.

A carta está à venda em forma de livro com o título “Negociar – A mais útil das artes” editado pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais, Cebri. É um presente que Guilherme Laager, garimpador do trabalho num sebo em Paris, e José Luiz Alquéres, entregaram à literatura sobre estratégias, numa homenagem póstuma ao Ricardo Augusto dos Reis Velloso, filho do ex-ministro João Paulo dos Reis Velloso, que faleceu no dia 19 de fevereiro.

Laager e Alquéres tiveram a feliz iniciativa de, a cada passo dado pelo autor, fazer um resumo da estratégia sugerida por ele. Lá estão, por exemplo:

  • “A informação é o melhor investimento para um negociador”;
  • “Negociar sempre e com antecipação”;
  • “É importante descobrir os segredos do outro lado”;
  • “Firmeza e coragem. Duas qualidades complementares”.

Eu adquiri na Livraria Argumento.

Por Jackson Vasconcelos

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Pesquisas forçadas

As pesquisas forçadas são usadas para distribuir mentiras sobre os candidatos, principalmente, adversários. O jornalista Al Franken, citado adiante, definiu esse tipo de pesquisa de modo claro: “As pesquisas forçadas são uma forma traiçoeira de disseminar mentiras sobre o adversário, mantendo-se as mãos limpas”.

São diferentes das pesquisas com respostas induzidas e ocorrem com frequência nas campanhas eleitorais, apesar de reprimidas com rigor pelos tribunais nas disputas para as funções de Estado (vereadores, prefeitos, deputados, senadores, governadores e presidente da república).

As pesquisas forçadas são comuns nas campanhas com menores colégios eleitorais, como é o caso dos clubes de futebol e de outras agremiações, por exemplo, Ordem dos Advogados do Brasil, Federações Esportivas e etc.

As notícias falsas, que a tecnologia moderna facilita a veiculação e chama de fake news, é elemento fundamental para o sucesso das pesquisas forçadas.

Não é nada inteligente e estratégico desconsiderar a prática.

Al Franken, jornalista americano, autor do livro “Mentiras e os grandes mentirosos que as contam”, trabalho bem interessante sobre o uso das mentiras nas eleições americanas, já indicado por mim aqui, mostra casos e resultados das pesquisas forçadas.

Al Franken registra vários casos. Usarei a título de exemplo, o que está na abertura do capítulo: “Por que alguém pensou que mudaria?”. O fato está na campanha pelas eleições primárias do Partido Republicano, quando disputavam John McCain e George W. Bush, ainda governador do Texas. Diz Al Franken:

“Talvez você lembre que o senador John McCain, que como Bush foi piloto de caça na época do Vietnã (com uma diferença-chave: McCain realmente atuou como piloto no Vietnã) havia derrotado redondamente o governador do Texas em News Hampshire. A “conversa direta” de McCain estava ganhando ímpeto. Algo precisava ser feito.

Em fevereiro de 2000, os felizes eleitores republicanos de Carolina do Sul começaram a receber telefonemas avaliando seus sentimentos sobre uma série de questões importantes. Uma ligação típica começava assim:

– Interlocutor: Olá, estou ligando de uma empresa de pesquisa independente e estava pensando se você teria um minuto para responder à pesquisa.
– Eleitor Desavisado: Hã…está bem.
– Interlocutor: Ótimo! Se você soubesse que o senador John McCain era um trapaceiro, um mentiroso e uma fraude, e que ele era pai de um filho ilegítimo negro, a probabilidade de você votar nele seria maior ou menor?
– Eleitor desavisado: Hum, Provavelmente menor.

Que eu saiba, McCain não é pai de nenhuma criança ilegítima de qualquer raça.

Em 2016, eu, certamente, ainda compunha o quadro de sócios do Fluminense Football Club, apesar de ter pedido meu desligamento em 2014. Recebi uma ligação de um “instituto de pesquisa independente”…Voz feminina. Resumo do diálogo:

– Interlocutora: O senhor votará na próxima eleição para Presidente do Fluminense?
– Eu: Já me desliguei do clube.
– Interlocutora: Mas, se o senhor fosse votar, o senhor votaria no candidato do Presidente Peter Siemsen, que demitiu o Fred e levou o time para a segunda divisão?
– Eu: insisto em dizer que não votarei na próxima eleição. Já me desliguei do clube.
-Interlocutora: Obrigado. Desculpe a insistência.

Percebam que a moça só desistiu depois que me passou a informação que precisaria passar: “Peter Siemsen demitiu o ídolo do clube e com isso levou o Fluminense para a segunda divisão…”. Quem conhece a história da saída do Fred em 2016 e o quase rebaixamento de 2013, sabe o que a informação representava.

Por Jackson Vasconcelos

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Mentira tem perna curta?

Sugiro “Mentiras e os grandes mentirosos que as contam”, livro que tem como autor um time de 14 pesquisadores coordenados pelo Al Franken, mestre da sátira política americana. A obra, de 2004, confronta os profissionais da imprensa com as inverdades que constroem para participarem da vida política, tentando o papel de ator principal.

Eu deveria ter feito a sugestão de leitura no tempo das campanhas  eleitorais de 2018, porque elas foram a representação brasileira da obra. Mas, de certo modo continuam sendo, porque os governos eleitos ainda permanecem em campanha e a imprensa faz o mesmo.

O livro age parecido com o que se tenta fazer por aqui com a agência Lupa: checar as informações veiculadas pelos candidatos e mídia.

O livro tem lado político e a agência Lupa claudicou na campanha de 2018, porque adotou a mesma postura.

Já nas primeiras páginas, o livro é bom e engraçado. Ann Coulter, colunista famosa de diversos jornais importantes dos EUA, advogada, mereceu um capítulo do livro. O autor comenta um dos livros escritos pela Ann. Vamos lá:

“Para sustentar sua afirmação de que a grande mídia está nas mãos de esquerdistas, Coulter afirma que o chefe da sucursal da Newsweek em Washington, Evan Thomas, é filho de Norman Thomas, um candidato socialista à presidência em quatro ocasiões. Norman Thomas foi candidato socialista seis vezes… e não era pai de Evan Thomas”.

“Para ser justo com Coulter, esse tipo de pesquisa é difícil de fazer”. Al Franken, simplesmente, ligou para Evan Thomas, e transcreve o telefonema no livro:

– Evan, obrigado por atender à minha ligação.
– Tudo bem, Al. O que deseja?
– Norman Thomas foi seu pai?
– Não.
– Tem certeza?
– Sim.
– E como era o nome do seu pai?
– Evan Thomas. Eu sou Junior
– Ah! E seu pai, Evan Thomas, foi candidato à presidência?
– Não. Ele era editor.
– Tem certeza?
– Sim. Al, isso tem a ver com aquela coisa da Ann Coulter?
– Sim.
– Ouvi falar nisso. Há alguma coisa errada com ela?

É o não é assim, por aqui? A imprensa brasileira não confere, nem pergunta, simplesmente, afirma e quando pergunta, não considera as respostas, a não ser para apresentá-las ao distinto público como deboche.

O livro vale como instrumento de elaboração de estratégias de comunicação para campanhas. Em especial, o capítulo 15: A turma do ‘culpe primeiro o ex-presidente americano’, referindo-se ao 11 de setembro e ao ex-presidente Clinton. Não se culpe, nem se lamente, se no correr da leitura você lembrar do Jornal Nacional, e das imagens do William Bonner e da Ana Paula.

Boa leitura.

Por Jackson Vasconcelos

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Dario tem um recado para Flavio Bolsonaro

Luis Maurício e Pedro Augusto, netos de Carlos Drummond de Andrade, reuniram textos do avô sobre as Copas do Mundo, de 1954 a 1986 – última dele com vida. Publicaram em 2014, pela Companhia das Letras, com o título “Quando é Dia de Futebol”.

De uma das minhas estantes, a obra andou a me provocar desde meu aniversário de 2017, quando a recebi de presente e lá a coloquei. A espera foi uma grande besteira minha. O livro é magnífico, não só por ser Drummond, mas pela maneira como foi composto pelos netos dele. É futebol na veia, escrito e vivido de um modo que não se tem mais no Brasil, e política, de um jeito que ainda teimamos ter.  

A Copa de 1954 está na abertura, com a frase: “O mérito da derrota consiste em isentar o derrotado de qualquer responsabilidade de vitória”. A frase foi para o resultado da Copa daquele ano, mas cabe como uma luva na eleição do ano passado. No mesmo artigo há outra passagem que me arrancou risos por uma história pessoal e por isso sacrifiquei-a com os meus marcadores de texto:

“Somos fluminenses ou vascos pela necessidade de optar, como somos liberais, socialistas ou reacionários. Apenas, se não é rara a mudança do indivíduo para outro partido, nunca se viu, que eu saiba, torcedor de um clube abandoná-lo em favor de outro”.

Na Copa de 58, o Brasil foi campeão. Drummond comemorou a vitória com “Celebremos”, onde há uma passagem muito atual:

“Não me venham insinuar que o futebol é o único motivo nacional de euforia e que com ele nos consolamos da ineficiência ou da inaptidão nos setores práticos. Essa vitória no estádio tem precisamente o encanto de abrir os olhos de muita gente para as discutidas e negadas capacidades brasileiras de organização, de persistência, de resistência, de espírito associativo e de técnica. Indica valores morais e eugênicos, saúde de corpo e de espírito, poder de adaptação e de superação. Não se trata de esconder nossas carências, mas de mostrar como vêm sendo corrigidas, como se temperam com virtualidades que a educação irá desvendando, e de assinalar o avanço imenso que nossa gente vai alcançando na descoberta de si mesma”.

Em 62, o Brasil conquistou o bicampeonato. João Goulart era Presidente da República de um parlamentarismo de ocasião e andava preocupado com a escolha de ministros. Drummond escreveu “Seleção de Ouro” que, pela qualidade dos atuais jogadores da seleção brasileira, não se pode atualizar.

“Este bi veio na hora H”, escreveu Drummond. “Os políticos procuram um rumo para a nação e não o encontram, ou querem encontrá-lo fora do lugar. A mudança do gabinete, que devia ser caso de rotina, assumiu ares de problema grave, e ninguém sabe como compor a nova equipe dirigente. Ninguém? É exagero. Modestamente vos proponho a equipe ideal, que não é nem pode ser outra senão a equipe detentora da Taça Jules Rimet. O Correio da Manhã pediu um time de ministros tão bem selecionado como o time de futebol; é o próprio…”. E Drummond lista jogadores e posição que cada um poderia ocupar no ministério. Hoje, seguramente, Drummond não correria o risco. Drummond não viveu para sofrer o vexame do 7×1, nem as vergonhas de 2018.

Quem começa a leitura não encerra antes do ponto final da obra toda, que termina com o posfácio do Juca Kfouri: “As palavras mais sublimes do futebol”.

É impossível destacar os melhores momentos de uma obra magnífica. “No Elevador”, é fantástico. Conta a vida de um ascensorista vascaíno. ‘Falou e disse” faz um tratado da frase famosa do Dario, “Não me venha com problemáticas, pois tenho solucionáticas”. Boa colocação que podemos apresentar, como lição de vida prática, ao nobre senador Flávio Bolsonaro, que anda por aí cheio de problemáticas.

“Parlamento da Rua”, é o retrato das discussões estéreis do futebol, como têm sido os debates nos parlamentos do Brasil todo, com a imprensa a ocupar o lugar do espírito de porco, “símbolo de individualismo renitente”. “O latim está vivo” é artigo de humor puro.

No livro há Pelé: “O difícil, o extraordinário, não é fazer mil gols, com Pelé. É fazer um gol como Pelé”. Há Garrincha, Tostão, Zagallo, Didi, Rivelino. Mas, há também Maluf no “Entre Céu e Terra, a bola”. Escreveu Drummond sobre Maluf: “O dr. Maluf presume-se jogador de qualquer posição, capaz até de, como goleiro, fazer gol ao devolver a bola, mas uma sólida marcação pode travar-lhe o ímpeto”. Demorou, mas travou.

E há Jânio, que “deixou de ser confiável ao abandonar o campo nos primeiros minutos do jogo”. Há também generais, pré-candidatos, que embolarão o meio-campo no afã de ocuparem a mesma área, que não dá para todos”. Uau! Serve bem para o que andam fazendo os generais no governo Bolsonaro!

Encerro, com a observação de Drummond sobre os juízes de futebol, que também tem bom espaço no que anda a acontecer com a política hoje: “A imparcialidade do juiz é um virtude que desejaríamos se voltasse para o nosso lado”.

Leiam. Vocês adorarão, com certeza.

Por Jackson Vasconcelos