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Podcast: “O Jogo dos Cartolas”, com Felipe Ximenes (Parte 2)

Confira a 2ª parte do papo entre Jackson Vasconcelos, autor do livro “Jogo dos Cartolas”, e Felipe Ximenes. Agora é hora de falar de futebol. Então, tempo de ouvir quem entende muito do assunto.

Confira a segunda parte do podcast “O Jogo dos Cartolas: Futebol e Gestão”:

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PSL: “Nada há de novo debaixo do sol”

Essa confusão no PSL é uma coisa muito feia! Mas não é coisa nova. Em dezembro de 2015, dois Leonardos se enfrentaram pela cadeira de líder do PMDB na Câmara dos Deputados, numa disputa fora de época, igualzinha à que acontece no PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro.

O objetivo naquele tempo era a composição de uma comissão especial para analisar o impeachment da presidente Dilma Rousseff. O deputado federal Leonardo Picciani, líder do partido na Câmara, quis indicar para compor a comissão colegas contra o impeachment. Os a favor, liderados pelo correligionário Eduardo Cunha, não gostaram, assinaram uma lista, destituíram Picciani e nomearam Quintão. Picciani reagiu, convocou deputados federais licenciados e conseguiu recuperar a cadeira.

A imprensa teve com o que se ocupar um bom tempo e a história conta o resto. O destino de cada personagem mostrou que uns foram para um lado, os demais para outro, mas nenhum deles retornou ao mandato.

A briga no PSL tem outros motivos, ainda não se sabe exatamente quais, mas a razão, é possível assegurar, é a mesma da briga no PMDB em 2015. Encontrei-a num livro que li há muitos anos e ao qual voltei recentemente, motivado pela crise política no Peru.

No Peru, a confusão de hoje começou na década de 90, quando Alberto Fujimori, a novidade, o puro, derrotou, com a ajuda dos evangélicos, o escritor Mário Vargas Llosa na disputa pela Presidência da República. O escritor nobel da literatura contou a experiência dele com a política na campanha presidencial no livro de memórias “Peixe na Água”.

Num dos melhores trechos, que tem uma absurda serventia para avaliar os movimentos da política em todo o mundo moderno, Mário Vargas Llosa registra:

“Já dentro da fogueira, fiz uma descoberta deprimente no decorrer daquelas reuniões tripartites (momento em que ele construía as alianças políticas). “A política real…”, disse ele, “não aquela que se lê e se escreve, se pensa e se imagina – a única que conheci -, mas a que se vive e se pratica no dia-a-dia, tem pouco a ver com as ideias, os valores e a imaginação, com as visões teleológicas – a sociedade ideal que gostaríamos de construir – e, para falar com crueza, com a generosidade, a solidariedade e o idealismo. Ela é composta, quase exclusivamente de manobras, intrigas, conspirações, pactos, paranóias, traições, muito cálculo, uma dose não negligenciável de cinismo e todo tipo de tramóia. Porque o que efetivamente mobiliza, excita e mantém em atividade o político profissional, seja ele de centro, de esquerda ou de direita, é o poder: chegar a ele, manter-se nele ou voltar a ocupá-lo o mais depressa possível. Há exceções, claro, mas que são isso mesmo, exceções. No início, muitos políticos são movidos por sentimentos altruístas – mudar a sociedade, obter justiça, impulsionar o desenvolvimento, moralizar a vida pública – mas, na prática miúda e comezinha que é a política cotidiana, esses belos objetivos vão deixar de sê-lo para transformar-se em simples tópicos de discursos e declarações – dessa persona pública que adquirem e que acaba por torná-los quase indiferenciáveis entre si – e, no fim, o que prevalece neles é o apetite cru e às vezes incomensurável pelo poder. Quem não é capaz de sentir essa atração obsessiva, quase física, pelo poder, dificilmente chega a ter êxito na política”.

Santo Deus! Como isso é verdade! Li o “Peixe na Água” em janeiro de 1996, num raro momento de lazer com os filhos no Hotel Fazenda Caluje, em Engenheiro Paulo de Frontin. Achei o trecho poético e marquei-o. Depois, sem voltar ao livro, passei por várias experiências eleitorais, como operador de campanhas.

Voltei a lê-lo, recentemente, quando comecei a ouvir gente dizendo que a eleição do Jair Bolsonaro, no Brasil, do Trump, nos Estados Unidos ou do governador Witzel no Estado do Rio de Janeiro são coisas novas, coisas que nunca se viu. Mas eu sabia que já tinha visto algo bem parecido e muito antigo. E vi mesmo.

O povo do Peru derrotou Vargas Llosa porque ele organizou uma chapa com políticos tradicionais e não se curvou a uma agenda conservadora nos costumes. Assumiu ser agnóstico e defendeu que “as crenças religiosas, tal como as amizades e a vida sexual e sentimental, pertencem ao domínio privado, devem ser rigorosamente respeitadas e em caso algum transformadas em matéria de debate público”.

O que seria o Peru com a vitória do Vargas Llosa é hoje puro exercício da imaginação; mas o que conseguiu ser ao eleger Fujimori, se sabe.

*Artigo publicado no Boletim da Liberdade.

Por Jackson Vasconcelos

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Que Raios de Eleição é Essa?

SINOPSE:

Collor e Dilma deveriam ser motivos suficientes para reprovar de vez o marketing eleitoral como instrumento para vencer eleições. O consultor de campanhas eleitorais Jackson Vasconcelos expõe de forma bem-humorada o enredo de algumas importantes campanhas e demonstra que a estratégia é elemento imprescindível para a composição dos resultados eleitorais. O autor critica e desmistifica o papel do marketing em campanha eleitoral. Este livro é uma ferramenta muito útil para os profissionais que atuam direta ou indiretamente com eleições e política. Entretanto, este livro é imprescindível para o eleitor que deseja se informar melhor sobre as práticas nas campanhas eleitorais, para que, desta forma, consiga identificar o candidato que realmente mereça seu voto.

DADOS

Editora: Livros Ilimitados
Título: QUE RAIOS DE ELEIÇAO E ESSA?: COMO SAO AS ESTRATEGIAS NA POLITICA E OS BASTIDORES DE CAMPANHAS ELEITORAIS
ISBN: 9788563194732
Páginas: 178
Ano de edição: 2017

VENDA

Livraria da Travessa

Livraria Saraiva

Livraria Cultura

 

 

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O Jogo dos Cartolas – Futebol e gestão

SINOPSE:

‘O jogo dos Cartolas – Futebol e Gestão’ é um olhar crítico da gestão de clubes pela ótica de um executivo que gerenciou por quatro anos um dos grandes clubes brasileiros – o Fluminense Football Club – sem ter, durante toda a sua vida, torcido por um time de futebol. Com essa visão diferenciada, o autor identifica por que todos que se relacionam com o futebol enriquecem, na mesma proporção que os clubes vivem à beira da falência.

Ao longo do livro, Jackson mostra que o grande problema dos clubes é a falta de compromisso com a gestão, deixando a cargo de profissionais não remunerados que administram orçamentos pelos quais não prestam contas, com irracionalidade do torcedor e a benevolência do Estado. A partir da própria experiência, que ajudou o Fluminense a sair da bola de neve de suas dívidas e recuperou a imagem do clube perante as arquibancadas e a imprensa esportiva, o autor aponta saídas para a situação que afunda o esporte preferido dos brasileiros.

DADOS

Editora: Publit
Título: O JOGO DOS CARTOLAS: FUTEBOL E GESTAO
ISBN: 9788577737949
ano de edição: 2015

VENDA

Editora Publit

Livraria da Travessa

Livraria Cultura