Zico, o político, será mesmo candidato?

Zico.DelNeto

Por vocação presto atenção na campanha que começa a tomar corpo para eleição do sucessor do Joseph Blatter na presidência da Fifa, concentrado nos movimentos do Zico, que ainda não me passam a segurança de uma candidatura construída para vencer. Mas, a minha base de avaliação são as entrevistas dele e posso estar enganado.

Nas entrevistas, o Zico claramente mostra impaciência e até desconforto  com o assunto, não se aprofunda nas propostas, diz que para administrar a Fifa contará com o trabalho de quatro pessoas que ele conhece há muito tempo, mas que pedem para não serem identificadas e avisa que não tem como se deslocar para pedir voto. Fará isso, com o uso da tecnologia.

E, fala que não gosta da política. Não é verdade e esse é o ponto em que se pode acreditar que a chance dele ser competitivo é grande. O Zico tem cintura pra dançar bambolê, como prova a entrevista que ele deu ao canal da CBF depois do encontro com o Del Nero, quando comparada com outras que ele ofereceu, uma delas à Veja, comentada por mim.

Também político, o Marco Polo Del Nero deu uma de “João sem Braço” para negar o apoio ao Zico. A CBF apoiará, assim que o Zico conseguir o apoio das quatro que, somadas à CBF garantam a candidatura. Na verdade, um grande absurdo, para uma organização brasileira que vive da imagem positiva do futebol que o Zico ajudou, é muito, construir .

Volto a dizer, aguardemos. Vejam vocês mesmos e concluam.

Por Jackson Vasconcelos

Foto: Rafael Ribeiro/CBF

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