Vende-se conteúdo amador!

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Quem se propõe a oferecer assessoria na área de comunicação e imprensa para o futebol, não pode deixar fugir a realidade: assim como nas mais variadas editorias, a cobertura jornalística esportiva passa por um momento de transformação, com queda na qualidade. A internet dá velocidade à informação, mas vulgariza a notícia. Os veículos impressos, para dar sentido à existência, partem para a oferta de opinião no lugar de entregar notícias.

Neste contexto, o novo cenário tem como protagonista as redes sociais, com forte poder de dispersão e a cobrar textos curtos, vídeos e fotos. E, qualquer pessoa pode produzir e distribuir conteúdos, numa velocidade que faz com que a comunicação seja sempre online. Nada do que se publica pode ser estornado, a qualquer tempo, sem o risco de já ter sido aproveitado em algum lugar do planeta

O novo desenho entregou a qualidade da informação ao leitor, ao remetente. Com quem recebe o conteúdo está a obrigação de conferir, de dar-lhe veracidade, a partir de pesquisas e avaliação correta do crédito que deve ter o autor.

O poder de dispersão que tem a internet passou a pautar os títulos das matérias. Tanto mais sensacionalistas, mas elas conseguirão chamar e prender a atenção. Por isso, tornou-se lugar comum os títulos fora de linha com o texto que apresentam.

Como lidar com esse ambiente onde a competitividade é ilimitada? É preciso investimento profissional para que as ferramentas sejam utilizadas corretamente, respeitando suas particularidades, em sintonia com a objetividade, com o diferencial, com a rapidez e, é claro, com a qualidade da informação para que não se perca a preciosa credibilidade.

Contudo, ainda há uma grande distância entre a realidade e a expectativa. O que se vê na imprensa esportiva de hoje é a repetição da notícia nos jornais, internet e na televisão. Para preencher esse vazio, a opinião dos jornalistas está cada vez mais presente e o público cada vez mais cansado.

Com a preocupação da notícia rápida, os veículos deixaram de lado a apuração, afetando diretamente a qualidade da informação. Poucos jornalistas esportivos conseguem trabalhar uma pauta realizando uma investigação minuciosa, checando todas as possíveis fontes e indícios. Com essa falta de apuração, a reprodução de boatos está cada vez mais presente e seus personagens muitas vezes sequer são ouvidos. O caminho está errado. Não haverá sucesso em nenhuma plataforma se não houver a credibilidade do leitor.

Por Jackson Vasconcelos

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