TIMEMANIA – A verdade

parana

Enquanto discutem a MP 671, essa coisa esquisita que parcela os débitos fiscais dos clubes de futebol e finge punir a reincidência, há quem lembre, de caso pensado, da TIMEMANIA.

Ela nasceu com o mesmo propósito que está destinado à MP 671, mas com uma diferença de formato. Sendo uma loteria, ela admite apostas e 22% do valor delas é usado para pagar parte ou toda a mensalidade do parcelamento da dívida fiscal dos clubes. Desse modo, o parcelamento da dívida fiscal oferecido aos clubes seria pago, parte pelo contribuinte não torcedor e parte pelo contribuinte torcedor. Sem dúvida, uma medida mais justa do que os inúmeros REFIS e essa MP 671.

Seria de se esperar, portanto, que os clubes fizessem campanhas para estimular os seus torcedores a jogar na TIMEMANIA. Uma boa tacada! Afinal, o torcedor tem a chance de ganhar um bom prêmio em dinheiro (32% do valor arrecadado) e contribuir para reduzir a dívida do time “do seu coração”.Times.Timemania

Mas, o que fizeram e têm feito os dirigentes dos clubes de futebol a respeito? Nada. Os menores devedores, clubes pequenos, ainda tocaram campanhas, mas todo o resto, simplesmente, voltou a dever e não só os impostos que vencem todos os meses, mas também as parcelas da TIMEMANIA. Sequer um espaço pequeno, por menor que fosse, no backdrop, naquele painel com inscrições e logomarcas inserido atrás dos entrevistados, a TIMEMANIA mereceu citação.

Agora apavorados com a velocidade e eficiência com que a Receita Federal consegue penhorar-lhes as receitas, os dirigentes dos clubes pedem clemência e no desespero usam qualquer tipo de argumento, inclusive contra a benfeitora TIMEMANIA. Dizem que a nova loteria obrigou-os a confessar dívidas que não tinham com a promessa de que a Caixa Econômica Federal arrecadaria R$ 520 milhões por ano, o que até hoje não ocorreu. E concluem: “o Congresso fez a sua parte, os clubes acreditaram no governo e saíram numa situação pior do que entraram”.

Até quando, será assim? Até o dia em que o contribuinte brasileiro não permitir mais que os governos salvem os clubes de futebol das mãos dos dirigentes sem compromissos com uma gestão responsável.

Por Jackson Vasconcelos

Imagens: Divulgação

Deixe um comentário