Fla e Flu mandam bem

ziraldo

“Só Fla e Flu têm receita para pagar dívidas e investir”. A notícia está completa na página B7 da edição deste fim de semana, do Valor Econômico. Ela fez-me viajar até os primeiros dias de dezembro de 2010, quando anunciada a eleição do Peter Siemsen na disputa pela presidência do Fluminense.

Conduzi a campanha e, convidado para ser o principal executivo do Presidente, fiz com ele a primeira reunião de trabalho no mesmo dia da proclamação do resultado, que aconteceu no início da madrugada. Ficamos três horas debruçados sobre a montanha de problemas que iríamos enfrentar e diante de dois computadores. Na tela de um deles, o plano de ação defendido na campanha.

Logo nos minutos iniciais da reunião nasceu a principal meta: derrubar o déficit de mais de R$ 40 milhões para R$ 2 milhões, suportados num mantra publicitário: DÉFICIT ZERO. E, em existindo o segundo mandato, alcançar no final do primeiro ano, um superávit que recuperasse, de vez, a capacidade de investimentos do Fluminense. Identificamos as medidas a tomar em cima de um diagnóstico ainda superficial pela ausência de dados:  parar o crescimento da dívida, rever os processos de decisão, para evitar desperdícios e gastos acima da capacidade de pagamento do clube, refazer as escalas de prioridades para haver folego mínimo nos investimentos poucos com bom grau de retorno: futebol de base e marketing.

Por motivos outros, que não a gestão financeira e política, deixei o Fluminense nos primeiros meses do segundo mandato do Peter, em agosto do ano passado. Ao ler a matéria feita pelo jornalista João José Oliveira, senti um certo orgulho profissional, confesso. Verifico que, a despeito de uma série de mudanças na execução do plano, o déficit de 40 virou 3 em trajetória decrescente e, no conjunto, fez crescer o conceito do Fluminense no mercado, o seu grau de autonomia e dignidade.

Por Jackson Vasconcelos

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