Se ficar a Ferj come!

Rubens6

Se, para o Flamengo e Fluminense, o Campeonato Estadual terminou na semifinal, no próximo ano, o maior adversário deles, o senhor Rubens Lopes, presidente da Federação de Futebol, estará totalmente à vontade para impor-lhes novas derrotas.

Para impedir a repetição, os presidentes do Flamengo e do Fluminense precisam manter o adversário sob uma forte pressão e contam com duas vantagens estratégicas. Uma, a falta do poder de fazer o mal, que o presidente da Federação tem durante a realização do campeonato e outra, o agente infeccioso destruidor de imagens que está presente no retrato do senhor Rubens Lopes e da Federação de Futebol. Um vírus, que se realimenta quando a imagem está exposta ao público e que foi inoculado pelos presidentes do Flamengo e Fluminense durante a contenda, apesar de todos os erros táticos que cometeram. E, o maior deles, sem dúvida, foi aceitar a guerra no campo do adversário e na ocasião pra ele mais propícia.

É, portanto, agora, no intervalo entre o campeonato deste ano e o do próximo, que os presidentes do Flamengo e do Fluminense precisam definir uma estratégia de atuação comum contra o senhor Rubens Lopes e adotá-la. A primeira providência, sem dúvida será reavaliar as atitudes adotadas durante o campeonato, para identificar as erradas e evitar reproduzir.

Depois, será fazer uso correto das mídias sociais e da imprensa para multiplicar a imagem negativa do adversário. Para melhorar a eficiência da ação, os clubes contam com os torcedores, agentes com forte capacidade de multiplicação. A capilaridade de um movimento de intensificação de imagem negativa é elemento tático essencial.

Como ninguém gosta de andar mal acompanhado, a corrosão da imagem do senhor Rubens Lopes, certamente, produzirá efeitos nos seus apoiadores. Por isso, em paralelo ao uso correto das mídias sociais e da imprensa – alimentar o vírus – deveriam acontecer conversas com os clubes que sustentam os desatinos do presidente da Federação. Sabe-se que boa parte deles está no grupo pelo medo do poder que tem o presidente da Federação para fazer o mal, mas é também verdade que ninguém gosta de viver sob o julgo do medo.

Em resumo: a ação deve ser informar, criar notícias, conversar e constranger.  Mas, se ficar, a FERJ pega, mas se correrem a FERJ não come.

Por Jackson Vasconcelos

Deixe um comentário