Política 28/11/2018 às 14:46

Minha profissão acabou

São quatro da manhã. Terça-feira. Às três, bateu a insônia, uma velha companheira, que andava meio sumida. Nunca deixou saudades. Mas, quando chega parece acender a paixão pelo silêncio e escuridão. Como é bom ouvir o silêncio! Vivo os tempos tensos de mais uma campanha eleitoral,  uma rotina à qual eu já deveria estar acostumado.

Que absurdo!

Definitivamente, quem manda no Brasil é a Justiça e faz isso sem voto, sem delegação dos eleitores e à despeito deles. Hoje mais um ato prova o fato. Proclamado está o resultado da eleição para governador do Tocantins, há apenas quatro meses da próxima eleição para a mesma função. Quanto desperdício de dinheiro do contribuinte,

Aparência de imparcialidade

O Presidente Ernesto Geisel “soube e autorizou execuções de presos políticos”. É mesmo? Juro que eu não sabia. Descobri quando a Rede Globo de televisão, rádio, jornal e internet divulgou. Também pela Rede Globo acabei de saber que houve corrupção no governo Figueiredo. Fala sério! Não fosse Jair Bolsonaro candidato a presidente no topo das

Greve dos caminhoneiros: Aula para campanha

Quem fala pelos caminhoneiros? Os caminhoneiros. Óbvio, não? Se isso é óbvio para você, não foi para o Presidente da República e todos os ministros dele. Eu assisti à entrevista coletiva dos ministros do Temer, ausente o das Minas e Energia, quando eles comunicaram que houve acordo entre o governo e os presidentes dos sindicatos

Gente, cinismo tira votos!

Os políticos machos estão, quase todos, em polvorosa, porque alguém por aí decidiu que 30% do fundo eleitoral é para financiar as campanhas das candidatas mulheres. Mexeu no bolso da turma, a situação fica grave. Nestes dias de exposição quase completa, a incoerência e a demagogia sobem à tona céleres rápido e são transformadas em

Elegeremos um rinoceronte?

Diz a biografia do teatrólogo Eugène Ionesco que ele foi um patafísico. A patafísica, informam os dicionários, é a metafísica das bobagens. Eugène viveu 85 anos. Faleceu em março de 1994. Perdeu a oportunidade de conhecer a evolução de uma doença identificada por ele numa pequena sociedade: “A rinocerontite”. Eugène levou parte vida considerando o

Começou a temporada de caça

A gente já começa a ver as redes de rádio, TV e jornais à caça dos candidatos para as entrevistas e debates. Tenho acompanhado. Por enquanto, estão em cena os candidatos à Presidência da República. A TV Folha, do Grupo Folha de São Paulo está mais ativa. Dizem que a política mudou, contudo, nada diferente

Se não chover, querida…

A maior dificuldade do discurso político é ser crível. Há causas várias para isso, mas uma é fulminante: o que é dito, a prática de vida não confirma. Hoje a invisibilidade é impossível, porque tudo o que é afirmado por alguém pode ser confirmado numa visita ao passado ou por imagens capturadas sem que o