Nosso time deu de 7×1!

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A terça-feira amanheceu fria e chuvosa. O tempo acrescentou um grau a mais na minha tensão pré-evento. A chuva poderia aumentar os problemas normais e bem complicados de trânsito no caminho de São Conrado, onde está, no shopping Fashion Mall, a filial da Livraria Cultura, que abraçou o debate de lançamento do livro “O Jogo dos Cartolas: Futebol e Gestão”, que escrevi.

Lá, estaríamos reunidos, eu, o Carlos Augusto Montenegro, Hélio Paulo Ferraz, Pedro Trengrouse, Henrique Bellucio e Maurício Dias. Debateríamos a obra. Fiquei com medo de não funcionar. Que nada! Sucesso estupendo. Eu abri para colocar o debate no trilho do conceito que levantei no livro. Primeiro expliquei como nasceu a ideia:

“Em 1996, construí a meu favor, o costume de conversar longas conversas com o Maurício Dias. Falávamos sobre política e administração pública. Quando entrei no quadro do Fluminense, o futebol e o clube passaram a fazer parte das nossas conversas. O Maurício gostou do tema e me sugerir escrever as experiências. Comentei com o presidente do clube, que, dali por diante, diante das circunstâncias surpreendentes de cada dia, insistia comigo: – não deixe de anotar para o livro. E ele não deixava passar nem mesmo as situações, que seriam, em tese, contra ele.

Obedeci e organizei o material que me permitiu construir o conceito. Imaginando o futebol como um sistema – um conjunto de elementos, concretos os abstratos, intelectualmente organizados – o núcleo dele é formado pelos clubes de futebol. No núcleo, o elemento central é o Presidente do Clube – “O Cartola”.

Por isso, disse eu, se há mesmo a necessidade de melhorar o sistema, nada se conseguirá se o trabalho não começar pelos clubes e por uma redefinição do papel dos presidentes. O livro condensa fatos e situações, que organizaram o conceito”.

Cada um dos participantes da mesa de debates falou por cinco minutos na primeira rodada, moderados pelo Maurício Dias. O Henrique Bellucio aproximou futebol e gestão pública. O Carlos Augusto Montenegro, com base na sua experiência como Presidente do Botafogo, se mostrou cético quanto a existir uma saída para os problemas dos clubes. Pedro Trengrouse, pautado nos números que ele tem sempre na memória, sobre a economia do futebol, defendeu a saída pela participação direta dos torcedores. Hélio Paulo Ferraz fez o contraponto com o Carlos Augusto Montenegro, expondo as dificuldades que encontrou para administrar o Flamengo, mas com a convicção de ser possível uma gestão por um colegiado, como faz o Flamengo atualmente, que foge dos problemas que a paixão promove.

A segunda rodada foi mais quente, com a participação do público. No final, sucesso completo. A chuva que viria para incomodar, na verdade, nos alimentou, trouxe do céu toda a força de Deus. Reencontrei gente que eu queria muito reencontrar. Gente que abateu e zerou, por poucos instantes, a saudade.

O trabalho da Livia Andrade deu o toque de beleza eficiente ao evento. O apoio sem limites da Christina Barreto fez mais fácil a minha tensa tarefa. É difícil descrever com detalhes o sucesso. Cristiano Santos, na filmadora, Michel Cardoso e Cadu Moura, na retaguarda, Nina Lima, na fotografia e o Lucas Rüdiger, jovem e experiente veterano, no suporte cordial, elegante, determinado, objetivo. Uma equipe que fez da noite de terça-feira um caso especial na vida de todos os presentes. Eu vi isso nos olhos de cada um.

Gabriel O Pensador, compareceu e recebeu do Lucas um exemplar do livro como oferta da Livraria. Eu tive a honra de autografá-lo. Fiquei com o peito estufado de orgulho, enquanto na casa, o rap mais apropriado para um encontro que teve como proposta debater o futebol:

“Sem crise!
Eu tava muito busy mas aqui não tem crise
Aqui só tem crazy
Sem crise!
Eu tava no estresse
Mas agora já tá tudo relax
Sem crise!
Tá tudo relax
Tudo que desce sobe, tudo que sobe desce”.

Bem, fantástico é pouco. O evento teve o sabor de uma goleada de 7×1, mas a nosso favor.

Confira a galeria de fotos!

Jackson Vasconcelos
Fotos: Nina Lima / Divulgação FFC

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