O futebol brasileiro na mesa redonda

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Na noite desta segunda, 9/11, retornei  à Trevisan – Escolas de Negócios para, na turma de Marketing Esportivo, participar de uma mesa redonda que teve Ricardo Rocha, ex-jogador campeão da Copa de 94 e comentarista no Sportv; Victorino Chermont, repórter da Fox Sports e Alexey Dantas, coordenador do MBA em gestão e marketing esportivo da Trevisan. Em pauta, o futebol brasileiro representado pelo 7×1 na Copa, pela relação dos jogadores com a imprensa, pelo modelo de gestão corporativa dos clubes e pelo papel menor que os dirigentes destinam aos departamentos e profissionais de marketing.

A turma eu conhecia, porque fui professor dela na matéria “Ferramentas de Gestão”.

O Ricardo, um craque em campo, na mesa foi um goleador. Contou as suas experiências e defendeu a necessidade do Brasil ter mais atenção com a formação e, principalmente, retenção dos jogadores que forma. A saída prematura deles impede que os clubes brasileiros contem, no campo, no marketing, nas receitas, com um personagem essencial: o ídolo.

O Victorino Chermont relatou as dificuldades que os repórteres enfrentam no dia-a-dia dos jogos e na convivência com os clubes, por causa do distanciamento que o novo modelo de relacionamento com a imprensa impõe. Vitorino compreende que não se pode voltar ao modelo anterior, muito anárquico, mas também não se pode mais sacrificar com o engessamento, o direito do torcedor de ser bem informado. É preciso um meio-termo.

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Como sempre, eu, insistente, segui a linha de mostrar que os clubes de futebol ainda não compreenderam que o papel deles é gerenciar os eventos – os jogos, um processo de ciclo completo, que tem no estádio a figura do palco, os jogadores, a dos artistas e todo o entorno, com a qualidade de estrutura de suporte.

O Alexey, moderador, teve o grau maior de responsabilidade no sucesso do encontro. Soube tirar de cada um dos participantes, palestrantes e alunos, as melhores opiniões e o calor ideal para o debate. Contribuiu com opiniões sobre o sistema de distribuição das cotas de TV, sobre as causas do 7×1, sobre a Liga nova e o papel do marketing nos clubes.

No final, pra mim, um aprendizado e todos concordamos que é preciso mudar. Caminhamos a trilha levantada pelo Ricardo sobre a necessidade de o Brasil descer do salto alto de único time pentacampeão do mundo, para, com humildade, recomeçar.

Por Jackson Vasconcelos

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