Nem Deus ousou dispensar

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Há uma definição de estratégia para cada freguês, mas todas mostram que ela é o modo inteligente e cuidadoso de fazer as coisas, de tomar decisões, de se movimentar. Quando criou o mundo, Deus usou instrumentos essenciais para a formulação de uma estratégia: avaliação, ação e avaliação, novamente.

“No princípio criou Deus os céus e a terra. A terra porém estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas. Disse Deus: Haja luz; houve luz. E viu Deus que a luz era boa”.

Então, Deus seguiu em frente com o processo de criação, avaliando cada etapa e até a parte final: “Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. Houve tarde e manhã, o sexto dia”.

Ser candidato a um cargo eletivo e ser eleito é parte de um projeto político, que pode acontecer sem estratégia alguma, de modo aleatório, na tentativa e erro. Dará certo? Pode até dar, mas a chance de dar errado é enorme.

Quando alguém resolve ingressar na política e desconhece o ambiente dá de cara com “trevas sobre a face do abismo”. Precisa colocar luz no ambiente, para entender como as coisas na política funcionam. Depois, deve dividir o processo em etapas, porque é possível “comer um boi fatiado, nunca um boi inteiro”.

A primeira etapa é a busca de aliados, de pessoas que se motivem e multipliquem a motivação. Um instrumento importante é o modo de se comunicar com essas pessoas. Então, estabelecer a estratégia de comunicação: como falar, que argumentos usar, com síntese ou de forma ampla? Criado o grupo de aliados, tem-se a equipe de trabalho, que, a depender do perfil dos componentes e do modo como cada um cuidará do projeto, poderá ser uma oportunidade para o sucesso ou ameaça de insucesso. Dois conceitos de estratégia.

Por isso, avaliar a equipe, a vocação de cada membro dela, os resultados que são possíveis alcançar, é uma providência essencial.

Em resumo: o candidato precisa de uma equipe (haja uma equipe). Consegue uma equipe (houve uma equipe). Veja se a equipe é boa diante dos objetivos que ela precisará cumprir (viu que a equipe é boa).

Parta então, para a etapa seguinte, a escolha do partido, do grupo político, que pode, tanto ser uma oportunidade para o sucesso do projeto, como pode ser uma ameaça. Tente fazê-la oportunidade. Filie-se com tempo para avaliar a decisão. Você precisa de um partido (haja o partido), conseguiu um (há um partido) e teste a escolha (viu que o partido é bom).

E assim deve com cada etapa…

Para cada projeto ou movimento na vida, a estratégia mostra a necessidade de:

  1. entender o ambiente.
  2. tomar a decisão acertada
  3. avaliar a decisão.
  4. refazer se preciso for.

Se Deus não dispensou a estratégia, não parece loucura um ser humano, limitado, finito, dispensá-la?

Por Jackson Vasconcelos

 

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