Negociar sem informação é rasgar dinheiro

Repucom

Os clubes andam por aí desesperados atrás de dinheiro. Querem leis que favoreçam o pagamento das dívidas, querem enfrentar a TV Globo na distribuição das cotas de transmissão, mas ainda não conseguem compreender a importância de um departamento de marketing equipado com as informações e ferramentas essenciais para a tomada de decisões e melhor retorno dos investimentos.

Acredito que tenha ocorrido em 2011, mas pode ter sido no início de 2012. Eu recebi, no Fluminense, a visita do José Colagrossi, Vice-Presidente para a América Latina da Repucom, uma empresa que oferece consultoria em gestão de marcas e patrocínios.

Ele me apresentou uma ferramenta nova para avaliação e monitoramento de uma marca exposta nos jogos de futebol. Todo o departamento de marketing do clube foi envolvido. Ficou claro que ali estava um instrumento de trabalho essencial para o Fluminense nas negociações com os seus patrocinadores másters, em especial, com o mais importante deles, a Unimed Rio.

As conversas com o José Colagrossi não avançaram, porque, naquele tempo, qualquer insinuação, por mais frágil que fosse, à saída da Unimed Rio, seria uma profanação.

Bem a Unimed Rio saiu, antes disso, houve a negociação difícil para renovação do contrato com a Adidas etc. Pouco importa. Passou.

Volto a considerar a Repucom, que agora atua em conjunto com o IBOPE, para aproveitar uma frase que compõe o seu material publicitário: “A decisão sobre patrocínio é estratégica, complexa e, quando baseada em dados, é incontestável”. Corretíssimo, mas o que é verdade para todo o mercado de patrocínio, definitivamente ainda não o é para os clubes de futebol. Por isso, os seus dirigentes, em todas as negociações de patrocínio, ficam entregues nas mãos dos patrocinadores.

Por: Jackson Vasconcelos

Imagem: Repucom

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