Malditas Cotas – 2

Globo.CotaTV3

Os times conseguem bons resultados em campo por receberem mais dinheiro pela transmissão dos seus jogos ou recebem mais por apresentarem bons resultados? Quem sabe? Pra nós, seja qual for a direção da resposta, os clubes brasileiros recebem sempre menos do que poderiam receber por qualquer produto, assim como pagam bem mais do que precisariam pagar por qualquer coisa, porque gerenciam mal os seus negócios.

As cotas de TV – valor pago pela Globo aos clubes de futebol pela transmissão com exclusividade dos jogos – foram nosso tema na semana passada com “Malditas Cotas” e provocaram o interesse intelectual do Idel Halfen, que, nos encaminhou um estudo sobre o tema feito por ele, Luiz Ratto e Francisco Machado, em 2014. Lá está a pergunta que abre este texto.

O estudo compara o modelo de distribuição aplicado pela Globo com os adotados pelas principais ligas de futebol do mundo e os alinha com o desempenho dos times.  A distorção é evidente e reforça a questão que tem sido o ânimo das nossas teses: a absoluta fragilidade dos presidentes dos clubes de futebol em qualquer processo de negociação e, com mais peso, quando do outro lado da mesa está a Globo.

Fato, aliás, também presente na entrevista que o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, ex-presidente do Palmeiras, concedeu à coluna da Mônica Bergamo no jornal Folha de São Paulo.

Para a avaliação dos leitores, a seguir, reproduzimos o estudo encaminhado pelo Idel, que é elemento essencial para entender como se dá a distribuição das cotas de TV no mundo todo e a relação dela com o desempenho dos times e a entrevista do Luiz Gonzaga Belluzzo.

– Estudo Idel Halfen: “Distribuição de receitas dos direitos de transmissão do futebol”.

Capa.Idel

– Entrevista Luiz Gonzaga Belluzzo para a Folha de São Paulo: “Prisão de cartolas não acabará com corrupção no futebol, diz Belluzzo”.

Folha.Belluzzo

Por Jackson Vasconcelos

 

Deixe um comentário