Liga Sul-Minas-Rio x Ferj e CBF

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E a briga continua. Flamengo e Fluminense numa ponta, com o apoio do América-MG, do Atlético-MG, do Atlético-PR, do Coritiba, do Cruzeiro, do Figueirense, do Grêmio e Internacional. Na outra ponta, a Federação de Futebol do Rio de Janeiro com Botafogo, Vasco e outros times da cidade e do estado. Com muito medo, tangenciando o jogo por causa de outros problemas, chega pro lado da Federação, a CBF.

Em volta do ringue estão os torcedores de todos esses times, certamente, torcendo por um lado e pelo outro, sem, contudo, entenderem bem a razão da briga. E, se perguntarem aos brigões, provavelmente, ouvirão versões e acusações pra todo gosto. Quem perderá a briga? É difícil dizer, mais fácil é dizer quem já perdeu quando ela começou.

Não resta dúvida, que perdeu o futebol brasileiro que não anda lá bem das pernas. Também perdeu o futebol carioca, que quase pernas não tem mais e, no todo, perde o Rio de Janeiro, que recebe agora a ajuda do futebol para dizer ao mundo que, de fato, somos campeões internacionais da bagunça. Isso, apesar de todo o trabalho que têm feito a Prefeitura do Rio, o Governador do Estado e uma multidão, para construírem outra imagem.

Por ignorância, excesso de vaidade ou impaciência, os presidentes do Flamengo e do Fluminense não avaliaram corretamente a decisão que tomaram de aliarem-se ao futebol mineiro e do sul do Brasil, muitas vezes seus algozes.
Agora eles aprofundam a cicatriz que abriram na face do futebol carioca quando tornam, sem necessidade, pública a decisão de colocarem no Estadual os jogadores reservas. Desse modo, emprestam aos ativos próprios a alcunha de jogadores de segunda classe, desprezíveis, como desprezível querem eles que seja o campeonato Carioca.

Por que diabos, os presidentes do Flamengo e do Fluminense não partem para lavar a roupa suja de casa, na própria casa?

Por acaso, as richas valem a decisão de dizerem ao mundo que para o Flamengo e o Fluminense valem mais os torcedores do Coritiba ou Cruzeiro, do que os do Botafogo e Vasco? Ou que têm mais importância os torcedores do Figueirense do que os do Madureira, Duque de Caxias ou Volta Redonda?

E, para a humilhação ao futebol Carioca ser completa, Peter e Bandeira entregaram o comando da Liga a um dos dirigentes do futebol mineiro. E, prestem atenção a um fato: Bandeira preside o time que tem a maior torcida do mundo. Deveria exigir para os seus representados a proeminência que eles têm direito.

Por isso, não canso de dizer: falta lucidez aos dirigentes dos clubes de futebol e neste quesito, os dos clubes cariocas ganham por antecipação.

Por Jackson Vasconcelos

 

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