Ilusão de ótica é crime!

Mkt.JapaA ilusão de ótica é, no marketing, ato criativo e inteligente, mas quando aplicada à política, deveria ser crime. Então, o mestre dos magos, Duda Mendonça, seria companheiro de cela do engenheiro do mal, João Santana.

Em 2009, Lula estava no auge da boa fama, quando o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama anunciou ao mundo: “Esse é o cara…Eu adoro esse cara…Ele é o político mais popular da Terra…Isso é porque ele é boa pinta”.

Naquela época, o Juiz Sérgio Moro estava com 37 anos de idade. Ele faz todo o jeitão de ter sido eleitor do “cara”. Ou, pelo menos, admirador. A turma jovem da Polícia Federal e do Ministério Público, também, porque a rapaziada cheia de ideologia e sonhos era PT e lutava com todo gás, contra a política suja e sórdida “das elites” representadas pelo PSDB.

A frustração ainda dolorida e saudosa pode estar no cuidado do Juiz Sérgio Moro com a imagem do “cara” no mandado de condução coercitiva, que assinou outro dia, atitude incomum nesta terra em que a Justiça não tem apreço pela dignidade dos presos, agora, ainda bem, de qualquer calibre.

Há, então, um dado a considerar em toda essa questão que envolve o “político mais popular da Terra e o partido dele”: a decepção gerada pelo derretimento de uma imagem, que o marketing construiu para ser uma ilusão de ótica, aquela que engana os olhos e os sentidos e pode embaralhar os neurônios. É o que aconteceu com o Presidente Barack Obama,com o Juiz Sérgio Moro e, certamente, como muita gente boa mundo afora.

Por Jackson Vasconcelos

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