Greve dos caminhoneiros: Aula para campanha

Quem fala pelos caminhoneiros?
Os caminhoneiros.
Óbvio, não?
Se isso é óbvio para você, não foi para o Presidente da República e todos os ministros dele.

Eu assisti à entrevista coletiva dos ministros do Temer, ausente o das Minas e Energia, quando eles comunicaram que houve acordo entre o governo e os presidentes dos sindicatos dos caminhoneiros. Babou.

Os caminhoneiros não saíram do lugar, porque quem assinou por eles não mais os representava. E, no mesmo momento, vi a reação do povo pagador do acordo. Este também deixou claro que os ministros não falavam por ele.

É assim que a banda toca no mundo moderno. Nada de música pra dançar separado ou com o par do outro. A conversa agora é reta, não tem blá,blá,blá, nem disse-me-disse. A internet abriu os canais.

Quem acha que vencerá eleição porque o prefeito, o vereador ou o cabo eleitoral pedirá votos, esqueça. Ou coloca olho com olho no rosto do eleitor, diretamente, e prova com atos da vida que o que diz é pra valer, ou esquece. Pode até vencer a eleição, mas perderá o mandato na primeira esquina.

Estamos num mundo totalmente novo. Sem gracinhas. Sem salamaleques. Sem demagogia. Nisso estão os resultados surpreendentes das eleições e decisões no mundo todo.

E cabe dizer ainda: de nada adiantou a malandragem do Presidente Michel Temer de não estar presente na assinatura do primeiro acordo para poder, adiante, dizer que foi coisa dos ministros dele. O Presidente embarcou para o Rio de Janeiro no avião presidencial que consome uma fábula de combustível para entregar carros sem gasolina, comprados com o dinheiro do povo.

Certamente, os caminhoneiros, com uma vida toda nas estradas da vida, perceberam a jogada.

Por Jackson Vasconcelos

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