Fla, com medo, troca técnico mais cedo

Apresentação1

Você pode não acreditar no que eu digo, mas a diretoria do Flamengo não mudaria o técnico antes de enfrentar, no próximo domingo, o Fluminense, se o rival não tivesse feito o mesmo. O Vanderlei Luxemburgo sairia, essa aposta era pule de dez, mas os gestores do fluxo de caixa do Flamengo, que é no que se transformou a administração do clube, segurariam o cara mais algum tempo, para  empurrar a despesa pra frente. Eles anteciparam a medida, porque pintou o medo de perder o jogo para um Fluminense realinhado e sem crise. Sabe-se que há entre o Fluminense e o Flamengo um tal grau de rivalidade, que o mal resultado do jogo entre eles  é crime hediondo.

E, como a gestão do futebol é paixão demais para quase nenhuma racionalidade, pode ser que o Flamengo opte por não fazer o que, acertadamente, fez após contratar por preço caro e vexame alto, o técnico Mano Menezes: aproveitar e confirmar o Jayme de Almeida no comando do time.

A razão manteria o Jayme, porque ele, no comando do Flamengo, deu à atual diretoria dois títulos, o Estadual e a Copa Brasil no ano passado. E, para gáudio dos administradores do fluxo de caixa, a um preço bem menor do que pagaram aos técnicos de grife, Mano Menezes,  Ney Franco e Vanderlei Luxemburgo, que, em troca, ofereceram vexames.

E, não se deixe de lado o fato de ser, o próximo jogo do Flamengo, pela terceira fase da Copa Brasil, que o Jayme já mostrou conhecer bem.   E, a título de curiosidade, reproduzo um pequeno trecho do livro que escrevi, “O Jogo dos Cartolas – Futebol e Gestão”, onde cito a troca de técnicos no Flamengo em suporte à tese que defendo no trabalho:

“Eu ainda organizava o roteiro deste livro quando o Flamengo demitiu o Jayme de Almeida, prata da casa, que se fez técnico porque um ex-treinador da Seleção Brasileira, ao salário publicado de um milhão de reais, não deu conta do recado. E, pelo que se viu depois, não deu conta de outros tantos recados parecidos.

O Jayme, um auxiliar técnico, escolhido para tapar buraco, surpreendeu e passou a figurar nas conversas de todos os que discutiam futebol no Brasil. E foi ele quem deu a boa notícia: há no mundo do futebol brasileiro treinadores sem grife, dispostos a receber remunerações condizentes com a capacidade de pagamento dos clubes para levar o seu time à vitória. Ótimo!

Mas, como acontece com frequência, seguido à euforia veio o tombo, porque o Jayme não conseguiu vencer todas as partidas. Incrível, afinal, por definição, o esporte é um conjunto de vitórias e derrotas. Assim que o Flamengo perdeu o jogo para o Fluminense, o Jayme recebeu o cartão vermelho…”.

Por Jackson Vasconcelos

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