Exceto…

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Em novembro haverá eleições no Fluminense. Até aqui, o que temos visto? Muito jogo de empurra na direção de uma composição ampla, que é proposta, inclusive, pelo único candidato verdadeiramente de oposição, o advogado Pedro Trengrouse. A exceção está por conta do Celso Barros, que não tem poupado críticas ao presidente Peter Siemsen.

Vamos ao por quê. Até o momento apresentaram-se cinco candidatos. Quatro apoiaram o projeto de eleição e reeleição do atual presidente Peter Siemsen, são eles: Carlos Eduardo (Cacá), ex-vice-presidente Jurídico do atual presidente; Pedro Abrad, presidente do Conselho Fiscal, representando o grupo político do presidente; Celso Barros, presidente da Unimed-Rio, patrocinador do Fluminense até o ano passado; e Mário Bittencourt, ex-vice-presidente de Futebol e diretor Jurídico da gestão do atual presidente.

Pedro Antônio, vice-presidente de Projetos Especiais do presidente Peter Siemsen, esteve candidato até pouco tempo. Ele não tem o prazo de associação exigido pelo estatuto do clube. Durante um bom tempo, estimulado até pelo presidente, Pedro Antônio quis ouvir os sócios numa Assembleia Geral, para saber se eles avalizavam a pretensão. Desistiu, mesmo diante dos resultados das pesquisas encomendadas por grupos do clube, que indicavam a possibilidade de vitória dele. A decisão deve ter sido inspirada no risco de sacrifício da imagem pessoal.

Está claro, portanto, que os dois tempos da administração Peter Siemsen estão representados, de alguma forma, na candidatura de quatro entre cinco candidatos à presidência do Fluminense. Só o advogado Pedro Trengrouse esteve, nas duas eleições do Peter em lado diferente.

Será uma campanha de “exs”. Então, no mínimo, curiosa, pelos discursos que serão construídos. Serão discursos de ressentimentos ou de glorificação da gestão?

Vamos acompanhar.

Por Jackson Vasconcelos

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