Estou de saco cheio de pagar a conta

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Há dois temas a circundar o mundo do futebol e a política: as dívidas dos clubes, com o modelo de sócios-torcedores e sistema de financiamento das campanhas eleitorais.

Na questão dos clubes, eles não perdem o vício de deixar de pagar os impostos, obrigação que lhes cabe na divisão do peso dos tributos com o resto da sociedade. Desse modo, acumulam dívidas durante anos e delas só se lembram quando a Receita Federal aperta o cerco e sufoca-lhes os fluxos de caixa. Nestas ocasiões vão ao Congresso Nacional para pedir parcelamentos com vantagens que representam privilégios diante dos que pagam com regularidade.

Ora, a quem interessa a existência dos clubes e dos times que carregam? Em primeira análise, aos torcedores, depois a todos os demais segmentos que ganham dinheiro com o negócio. Então, eles que paguem as contas com o fisco e deixem em paz os contribuintes.

Situação semelhante acontece com os partidos políticos. Eles recebem do contribuinte o dinheiro depositado no Fundo Partidário, previsto no valor de R$ 233 milhões só para 2015, os descontos nos impostos concedidos aos canais de TV e rádio para veiculação gratuita dos seus programas (sempre de péssima qualidade) e as estruturas e mordomias entregues aos seus parlamentares no Congresso Nacional, nas Assembléias Legislativas e Câmaras Municipais.

Ora, a quem interesse diretamente a existência dos partidos e a disputa das eleições: aos políticos, aos candidatos e aos filiados. Então, que eles paguem a conta ou arranjem outro modo para conseguir o dinheiro que financiará as suas campanhas, sem onerar o contribuinte. Houve um certo tempo que foi assim e o sistema funcionou muito melhor e com grau de responsabilidade maior.

Por Jackson Vasconcelos

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