Entre Ronaldo e Wellington Nem há a lógica

R10.NEM

Quando o Fluminense começou com o blá, blá, blá de contratar o Ronaldinho Gaúcho, eu, com medo de estar certo, avisei no ar, no programa de rádio Confronto Manchete, do Ronaldo Gomlevsky, que seria um erro e critiquei o Fluminense no Twitter.

Não sou versado em futebol, mas fui um bom aluno de lógica nos tempos de escola e, por mais que queiram os torcedores da arte, principalmente, os fanáticos, ela não foge à lógica. O Fluminense, ao contratar o Ronaldinho Gaúcho, famosa marca R10, provou que a lógica, também no futebol, faz todo o sentido. A história está contada.

Agora o Fluminense fala em trazer de volta o jogador Wellington Nem. De novo, a lógica me incomoda, porque o jogador saiu de lá, quando o presidente do clube, que permanece, e muita gente que ainda marca ponto no departamento de futebol, acharam que ele já não jogava bem.

As reclamações da turma, primeiro a boca pequena, depois com irritação e em bom tom, empurraram o Fluminense na direção de uma saída para o impasse, até que em junho de 2013, o clube conseguiu uma proposta excelente do Shakhtar Donetsk, da Ucrânia.

Wellington Nem aceitou o fato contrariado, após ficar no banco todo o primeiro tempo do jogo do Fluminense com o Criciúma. Ele entrou no segundo tempo, cavou um pênalti, bateu e fez o terceiro gol. A partida terminou em 3×0.

Na saída do campo, Wellington Nem passou recibo: “Não fiquei no banco por estar jogando bem ou mal. Foi por outro motivo. Deixa quieto, logo vocês saberão”.  Não demorou e o distinto público recebeu a notícia: Wellington Nem não jogaria mais pelo Fluminense.

Contudo, na diretoria do clube o alívio não durou sequer o tempo da assinatura do contrato, porque a declaração do jogador na beira do campo alertou os procuradores da Receita Federal que, por precaução, pediram à Justiça a penhora antecipada do valor que seria pago ao Fluminense pela transferência. O caso virou uma confusão, que quem tiver interesse poderá saber por lá.

Desejo estar errado, mas alguma coisa me diz que a lição do caso Ronaldinho Gaúcho caiu no esquecimento e, por isso, fará a história se repetir.

Por Jackson Vasconcelos

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