Eleições no Fluminense: Quem financia?

candidatosQuatro candidatos disputam a eleição para Presidente do Fluminense. O Estatuto diz que para registrar a candidatura, cada um deverá inscrever uma chapa com 200 nomes de sócios contribuintes e/ou proprietários. Ele comporão o Conselho Deliberativo, que é formado por 300 conselheiros, 150 natos (beneméritos) e 150 eleitos titulares e 50 suplentes. Então, 800 sócios disputam a eleição.

A eleição é direta há pouco tempo. Os sócios, antes, escolhiam o Conselho, que elegia os Presidentes. Hoje os sócios elegem o presidente pelo voto direto e no conjunto, os conselheiros.

Como toda campanha que se preza, as no Fluminense têm gastos. É evidente. Mas, como se trata de um clube de futebol, entidade privada, os valores dispensam comprovação de origem e interesse. Os candidatos gastam o que bem entenderem sem precisar dar satisfação a quem quer que seja.

Mas, no campo da gestão dos clubes de futebol fala-se bastante em transparência e compromisso com uma boa governança. Bom começo seria, nas campanhas, a exigência de exposição da origem dos recursos e o modo como eles são gastos.

Na atual disputa, uma a chapa “O Fluminense Me Domina”, dos candidatos Mário Bittencourt e Ricardo Tenório tem se sobressaído pelos gastos com publicidade e estrutura profissional de campanha. A percepção é de uma diferença brutal de despesas entre as três outras chapas e ela.

Quem financia? Que acordos foram feitos, se foram feitos, com os financiadores em relação às decisões dos eleitos?

Já é tempo de regulamentar. Não por lei, que seria um absurdo, mas por Estatuto e isso faria das instituições algo melhor.

 

Por Jackson Vasconcelos

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