Eleições na Argentina e no Flamengo

ArgentinaFlamengoComo decidirá o eleitor a eleição na Argentina e no Flamengo? Como decide toda eleição. Ele trocará o comando se perceber que o atual produz uma situação ruim, mas se tiver a certeza de que a troca será para melhor. Na dúvida, o eleitor não ultrapassa. Ele fica onde está, mesmo que se encontre numa situação ruim, pois sem convicção de que a mudança será para melhor, prefere não trocar.

Durante a semana, aconteceu o primeiro turno da eleição para a Presidência da Argentina. Três candidatos disputaram: Daniel Scioli, pelo governo; Sérgio Massa, um tanto governo e um tanto oposição e Maurício Macri, oposição completa.  Macri disputará o segundo turno com Daniel Scioli, resultado que surpreendeu comentaristas, jornalistas e institutos de pesquisa, principalmente, pela pequena margem de votos. Muitos chegaram a acreditar que não haveria segundo turno.

O confronto das imagens dos candidatos, a soma dos valores e desvios de cada um, justificam o resultado. Daniel Scioli, candidato da Cristina Kirchner, tem a personalidade insossa. O professor argentino Carlos Pagni, define Daniel como um sujeito com “talento extraordinário para a indefinição”. Quem ouve as opiniões dele cai num conjunto vazio. Tem a seu favor, a ideologia e os pilares da máquina de Cristina Kirchner.

Sérgio Massa tentou ocupar o campo da oposição. Não conseguiu, porque o eleitor preferiu o remédio específico ao genérico. Afinal, Massa participara do governo da Cristina Kirchner na posição chave de chefe de gabinete e saiu quando o governo enfrentou uma ocasião ruim.

Maurício Macri, não. Ele é oposição sem mácula e soma ao fato os resultados de uma administração de sucesso na província de Buenos Aires, base tradicional dos peronistas e do casal Kirchner. Ali, Maurício Macri garantiu a eleição de uma aliada. para a chefia do governo.

No Flamengo, a eleição se dará em turno único e três candidatos concorrem à presidência do clube. Um deles, pelo processo, se fez coadjuvante. Os outros dois são: Bandeira de Mello, presidente em campanha pela reeleição e Wallim Vasconcellos, que durante quase todo o mandato do presidente esteve ao lado dele. Saiu e concorre pela oposição.

Maurício Macri conseguirá passar para o eleitor a certeza de que, com ele, a vida na Argentina será melhor? Daniel Scioli conseguirá com o discurso insosso que tem apresentado demonstrar ao eleitor que, mesmo ruim a situação dele na Argentina, a mudança poderá ser para pior?

Na Gávea, o trabalho do Bandeira de Mello é convencer o eleitor que, mesmo que ele acredite que alguma coisa anda ruim por lá, não será com o adversário eleito que a situação será melhor. Já ao Wallim cabe a tarefa de provar que tem todas as condições de melhorar aquilo que o eleitor (torcedor) acredite que anda ruim.

Olhadas por este aspecto as entrevistas e todo o material de comunicação dos dois candidatos cumprem mal o papel que lhes cabe na campanha. Mas, como na dúvida, o eleitor não ultrapassa, quem está no poder leva alguma vantagem.

Por Jackson Vasconcelos

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