É importante saber quando parar

Apresentação1

A vida oferece uma boa lição para os técnicos Luiz Felipe Scolari e Ricardo Drubscky, personagens da semana. Felipão deixou o Grêmio no início da semana. Ele assumiu em 2014, para ficar até 2016 e na posse agradeceu ao Presidente do Clube a decisão de contratá-lo, porque seria difícil encontrar emprego depois de dirigir a Seleção que apanhou de 7×1 da Alemanha. 

“Se eu cogitei voltar a trabalhar depois do fim de um trabalho que eu tinha uma outra ideia de término, é por causa do Grêmio. O Grêmio é o único time que me faria voltar. Todo mundo sabe que eu sou gremista. Todo mundo sabe que eu passei aqui. Por esse sentimento, essa situação diferente na minha vida, porque o Grêmio é uma situação diferente. Neste momento, sei que também preciso de um abraço, preciso desse carinho e sei que o Grêmio, esse time e esses jogadores podem me dar”, disse Felipão.

Mas, o Felipão antes de dirigir a Copa de 2014, foi o técnico da Seleção Brasileira que fez do Brasil o único país pentacampeão do mundo de futebol. Deveria ter encerrado a carreira naquele momento. Ele sairia da beira do gramado, para os ambientes mais fáceis do futebol e com a imagem positiva de campeão e de técnico com coragem suficiente para barrar um jogador aclamado, como fez com o marrento Romário.

No entanto, preferiu seguir e de desastre em desastre consumiu a boa imagem que construiu em 2002. Quando escrevi o livro “O Jogo dos Cartolas: Futebol e Gestão” falava-se ainda do desastre ocorrido na Copa do ano passado e houve em São Paulo o 7º Seminário Nacional de Fomento e Incentivo ao Esporte. Fui um dos palestrantes convidados, com a obrigação de opinar sobre o que causou o desastroso 7×1.

Fiz referência ao Felipão: “O que fez o Felipão como técnico da Seleção não era previsível depois da experiência dele com o Palmeiras jogado na segunda divisão do Campeonato Brasileiro?”.

Uma lição importante que a vida oferece aos ídolos e aos homens e mulheres de sucesso é: escolham a hora certa para deixar o palco e seguir nos bastidores. A glória, neste caso, lhes será perene. Mas, ao lado dessa lição há uma outra destinada aos que acreditam ser possível alcançar a glória, mesmo quando não têm vocação para ela: desistam antes de começarem, porque o resultado será o absoluto desastre. Boa indicação para, por exemplo, o profissional Ricardo Drubscky.

Por Jackson Vasconcelos

Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA e Nelson Perez/Fluminense FC

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