CBF: Um rico perdulário

cbf.DinheiroNo Brasil, como finanças e futebol são atividades quase incompatíveis, e o resultado da incompatibilidade tem caído nas costas do contribuinte (via parcelamento privilegiado de impostos, com dispensa de multas, juros e prazos a perder de vista), o bom juízo aconselha examinar como anda a CBF, neste campo, que tem novo presidente, o senhor Marco Polo Del Nero. Terá novas práticas? Provavelmente, não. Porque ele é escolha do presidente antigo, selecionado pelo mais antigo ainda. E já andava lá pela CBF com a função de vice-presidente, um entre cinco.

Então, é possível ver melhor o futuro a partir do passado. Estamos autorizados a acreditar que, um pontinho aqui, um pontinho ali, as mudanças ficarão por conta disso.

Fiz o corte no período de 2009 a 2014. É um espaço bom de tempo para projetar: As receitas cresceram 129,61%. Saíram de R$ 226,3 milhões para R$ 519,1 milhões. As despesas subiram mais, bateram 203,90%, porque partiram de R$ 154 milhões para chegarem aos R$ 468 milhões.  Quando as receitas e despesas sobem, os lucros diminuem ou os prejuízos aumentam. Então, os lucros da CBF, no período, caíram 29,17%, de R$ 72,3 milhões para R$ 51 milhões. Em seis anos, R$ 21 milhões dos lucros foram embora.

É certo que ainda há muita gordura a queimar, mas se há uma coisa no mundo que queima rápido no calor das festas, essa coisa é dinheiro. No trotar da CBF, logo, logo, o contribuinte brasileiro ouvirá vozes vindas de lá.

Por Jackson Vasconcelos

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