Aparência de imparcialidade

O Presidente Ernesto Geisel “soube e autorizou execuções de presos políticos”. É mesmo? Juro que eu não sabia. Descobri quando a Rede Globo de televisão, rádio, jornal e internet divulgou. Também pela Rede Globo acabei de saber que houve corrupção no governo Figueiredo. Fala sério!

Não fosse Jair Bolsonaro candidato a presidente no topo das pesquisas, essas notícias da Globo ocupariam espaço nenhum ou estariam num canto de página, por serem óbvias. Entretanto, Jair Bolsonaro amedronta a Rede Globo, porque acendeu no povo o desejo de ter, novamente, os militares no comando do país, num regime onde a violação de todos os direitos estariam autorizados.

Eu também gosto zero da possibilidade do deputado Jair Bolsonaro ser eleito presidente da república. Entendo que a nação brasileira não merece esse destino. Mas, a minha análise é no campo da estratégia: a Rede Globo age nesta campanha presidencial como em outras tantas: Tem lado e faz de tudo para defender o lado em que está, contudo com aparência de imparcialidade. Fez o mesmo em todo o período de império dos generais. Só mudou de lado com as balas dos fuzis que viraram festins.

A ansiedade da Rede Globo, contudo, comete uma injustiça com o General Geisel. É fato, e não fato surpreendente, que o General deve ter autorizado execuções. Ele, no entanto, enfrentou os generais “linha dura” do Exército para permitir que o poder, algo depois, fosse entregue de volta aos civis, sem arranhões. Para isso, pagou o preço de fazer o Pacote de Abril, que fechou o Congresso Nacional e criou os biônicos no SenadoGeisel revogou o AI-5 e passou o bastão ao presidente que aplainou o caminho para um presidente civil.

Não espere imparcialidade da imprensa. Quem contar com isso, cairá do cavalo, do mesmo modo que cairá quem acredite estar para sempre nas graças dela. Olhem o que aconteceu com o Sérgio Cabral, menino dos olhos da Globo hoje a Geni dela.

Por Jackson Vasconcelos

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