A CBF funciona. Pobre Romário!

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O processo que levou a CBF a realizar jogos do Campeonato Brasileiro às 11 horas mostra que é possível organizar o futebol com base mais técnica, sem superstição ou emoção à flor da pele. Antes de aplicar a novidade, a CBF resolveu testá-la sem imposição. Ouviu os clubes e os que aceitaram de pronto a ideia fizeram parte da primeira grade de jogos para as 11 horas. Depois avaliaram com instrumentos modernos o nível de risco para a saúde do novo horário, por causa do calor, e monitoraram as ocorrências.

A experiência mostrou a necessidade de prever uma pausa de três minutos a cada 30 de jogo  para hidratação, quando o calor, no início da partida, atingir 28o.

Eis aí um modelo simples de gerenciamento à disposição do futebol brasileiro, que, diante da realidade empírica da gestão dos clubes, ganha dimensão especial.

O processo é simples: 

Primeiro passo, o diagnóstico: pouco público nos horários tradicionais.

Segundo passo, a construção da proposta.

Terceiro passo, a aplicação

Quarto passo, a avaliação para saber se é bom conselho prosseguir ou suspender a experiência.

Por fim: Será criado um Comitê de Performance e Recuperação para liderar os estudos das condições de jogo a partir do método WBGT, que considera três elementos do clima: temperatura seca (ambiente), umidade do ar e radiação solar.

A entrevista do médico Jorge Pagura, Presidente da Comissão Nacional de Médicos do Futebol (CNMF), AQUI, dá uma ideia do que é o processo. 

Lamentável na questão é o fato da FIFA não se aproveitar da experiência da CBF para escolher o local dos jogos da Copa do Mundo, situação que, certamente, definiria outro local para a Copa de 2022. O Catar é quente pra diabo!  

Por Jackson Vasconcelos

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